A Heresia entre os Santos

Por A.W.Tozer 

A heresia consiste não tanto em rejeitar, mas em selecionar. O herético simplesmente seleciona as partes das Escrituras que pretende enfatizar e deixa de lado o resto. A etimologia da palavra heresia mostra isso, e também a prática do herético prova o fato.

Certo escritor do século XIV alertou os seus leitores no prefácio de um livro:

“Cuidado para não adotar alguma coisa de que você gosta, deixando outra de lado, pois é isso que o herético faz. Mas considere tanto uma coisa como a outra.” 

O velho escriba sabia muito bem como somos propensos a adotar as partes da verdade que nos agradam e a desconsiderar as outras partes. E isso é heresia.

Quase todo tipo de seita que conhecemos pratica essa arte de selecionar e desconsiderar. As seitas que afirmam não existir inferno, por exemplo, normalmente enfatizam tudo na Bíblia que parece apoiar a posição delas e subestimam ou explicam a seu modo todas as passagens que tratam do castigo eterno.

Mas faremos bem se dermos uma boa olhada naquilo que nós mesmos fazemos. A tendência para a heresia não está restrita às seitas. Por natureza, todos nós somos heréticos. Nós que nos consideramos doutrinariamente ortodoxos talvez na prática sejamos heréticos de alguma forma. Podemos inconscientemente escolher e dar especial atenção aos textos bíblicos que nos confortam e encorajam e passar por cima dos textos que nos repreendem e alertam. É tão fácil cair nessa armadilha que talvez estejamos nela mesmo sem saber.

Considere por exemplo, uma Bíblia sublinhada. Pode ser uma experiência esclarecedora espiar uma delas às vezes e ver como o dono grifou quase apenas as passagens que o consolam ou que apoiam os seus pontos de vista doutrinários.

Em geral, gostamos dos versículos que nos tranquilizam e nos esquivamos daqueles que nos perturbam.
Sem dúvida, Deus nos acompanha até onde pode nessa forma deficiente e unilateral de tratar as Sagradas Escrituras, mas ele não pode agradar-se dessa nossa maneira de agir. Nosso Pai Celestial se agrada de ver-nos desenvolver e crescer espiritualmente. Ele não deseja que vivamos com uma dieta unicamente de coisas doces.

Ele nos dá Isaías 41 para nosso encorajamento, mas também nos dá Mateus 23 e o livro de Judas, e espera que leiamos isso tudo. O capítulo oito de Romanos é uma das passagens mais encorajadoras de toda a Bíblia, e a sua aceitação por parte de todos é bem merecida; mas nós precisamos também da Segunda Epístola de Pedro, e não deveríamos deixar de lê-la. Quando lemos as epístolas de Paulo, não devemos parar nas seções doutrinárias, mas precisamos avençar, lendo as saudáveis exortações que vêm depois e meditando nelas. Não devemos parar em Romanos 11; o resto da epístola também é importante e, se queremos tratar nossa alma corretamente, temos de dar-lhe a mesma atenção que demos aos primeiros dez capítulos.

Em suma, a saúde da nossa alma requer que consideremos a Bíblia toda como ela é e permitamos que ela faça a sua obra em nós.

Não podemos ser seletivos com algo tão importante como a Palavra de Deus e nosso próprio futuro eterno.
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Irmãos em Floripa

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Em Cristo,

Hélio S. Júnior
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Como Ler e Estudar a Bíblia?


Muitas pessoas possuem Bíblias. Mas quantas pessoas a leem e a estudam?

Muitas dúvidas: Por onde começo a ler? Não consigo entende-la.

PLANO

Reserve tempo para ler a Bíblia cada dia.

É bom guardar sempre a mesma hora. Dedique tanto tempo quanto seja possível, cuidando para que outras coisas não interrompam ou atrapalhem seu tempo de leitura e reflexão. Antes de começar a leitura, peça a orientação e a bênção de Deus. Algumas pessoas acham útil anotar em um caderno um resumo daquilo que refletiram a partir da leitura bíblica. Dê os seguintes passos para tirar o maior proveito possível das suas leituras diárias.

1. Selecione um texto bíblico (você pode fazê-lo seguindo um plano de leitura).

2. Examine seu conteúdo:

a. A que classe de livros ele pertence? (Um livro biográfico, como um dos Evangelhos, que narram a vida de Jesus; um livro histórico, como o Segundo Livro de Samuel, que relata o reinado do Rei; Davi ou uma carta breve a uma pessoa, como as enviadas a Timóteo ou a uma igreja específica, como as epístolas aos Coríntios.)

b. Qual é o enfoque geral do livro? (Não há necessidade de fazer estudos extensos sobre o livro. É possível fazer isso lendo o primeiro e o último parágrafo do livro ou os subtítulos e as introduções, quando a Bíblia utilizada os tem.)

c. Qual o acontecimento ou qual o assunto registrado nos textos lidos?

3. Leia todo o texto para formar uma idéia do que está sendo tratado nele.

4. Identifique palavras e frases. Há alguma palavra ou frase que se repete através do texto? É possível observar alguma relação de causa e efeito? (As frases repetidas quase sempre são precedidas de "se", "então", "por isso", "porque", etc.) Foi feita alguma comparação? Pessoas, coisas ou conceitos são contrapostos?

5. Leia o texto novamente e pergunte pela sua intenção ou propósito. Procure encontrar o que o autor está querendo dizer. Seja honesto. Não procure encontrar apenas o que você esteja querendo ouvir. A Bíblia contém mensagens que podem mudar vidas.

6. O que você aprendeu sobre Deus neste texto? O que aprendeu sobre a natureza humana? Pergunte-se como esta mensagem se aplica à sua própria vida. Existe algo em sua vida que precisa mudar, por você ser filho de Deus? O que você pode fazer por amor ao próximo? Peça a ajuda de Deus para fazer as mudanças necessárias em sua vida, para chegar a ser uma pessoa melhor.

7. Leia o texto mais uma vez. Memorize: Há algum versículo que queira memorizar? Por que não o escreve em um pedaço de papel e o leva consigo para poder estudá-lo?

8. Aplicação: Agradeça a Deus o que aprendeu e peça-lhe ajuda para poder aplicá-lo em sua vida.

9. Edificação: Compartilhe com outras pessoas o que está aprendendo.



A Bíblia em um Ano

Você já leu alguma vez toda a Bíblia? Procure por um plano de leitura que possa ajudá-lo a ler toda a Bíblia em um ano, reserve para isso vinte a trinta minutos por dia. Comece a ler sua Bíblia hoje mesmo e descubra as riquezas da palavra de Deus.

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História da Bíblia


OS ORIGINAIS

Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias. Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam. As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego se baseiam nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram encontradas graças às descobertas arqueológicas.

Para a tradução do Antigo Testamento, a Comissão de Tradução da SBB usa a Bíblia Stuttgartensia, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã. Já para o Novo Testamento é utilizado The Greek New Testament, editado pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Essas são as melhores edições dos textos hebraicos e gregos que existem hoje, disponíveis para tradutores.

O ANTIGO TESTAMENTO EM HEBRAICO

Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus. Estes registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas e muitas vezes e passados de geração em geração.

Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por A Lei, Os Profetas e As Escrituras. Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C. A Lei continha os primeiros cinco livros da nossa Bíblia. Já Os Profetas, incluíam Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis. E As Escrituras reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.

Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos escribas. Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado, embora A Lei freqüentemente fosse copiada em dois grandes pergaminhos. O texto era escrito em hebraico - da direita para a esquerda - e, apenas alguns capítulos, em dialeto aramaico.

Hoje se tem conhecimento de que o pergaminho de Isaías é o mais remoto trecho do Antigo Testamento em hebraico. Estima-se que foi escrito durante o Século II a.C. e se assemelha muito ao pergaminho utilizado por Jesus na Sinagoga, em Nazaré. Foi descoberto em 1947, juntamente com outros documentos em uma caverna próxima ao Mar Morto.

O NOVO TESTAMENTO EM GREGO

Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado.

A formação desses grupos marca o início da igreja cristã. As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado. Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.

A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados. Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.

O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38. Nos últimos cem anos descobriu-se uma quantidade considerável de papiros contendo o Novo Testamento e o texto em grego do Antigo Testamento.

OUTROS MANUSCRITOS

Além dos livros que compõem o nosso atual Novo Testamento, havia outros que circularam nos primeiros séculos da era cristã, como as Cartas de Clemente, o Evangelho de Pedro, o Pastor de Hermas, e o Didache (ou Ensinamento dos Doze Apóstolos). Durante muitos anos, embora os evangelhos e as cartas de Paulo fossem aceitos de forma geral, não foi feita nenhuma tentativa de determinar quais dos muitos manuscritos eram realmente autorizados. Entretanto, gradualmente, o julgamento das igrejas, orientado pelo Espírito de Deus, reuniu a coleção das Escrituras que constituíam um relato mais fiel sobre a vida e ensinamentos de Jesus. No Século IV d.C. foi estabelecido entre os concílios das igrejas um acordo comum e o Novo Testamento foi constituído.

Os dois manuscritos mais antigos da Bíblia em grego podem ter sido escritos naquela ocasião - o grande Codex Sinaiticus e o Codex Vaticanus. Estes dois inestimáveis manuscritos contêm quase a totalidade da Bíblia em grego. Ao todo temos aproximadamente vinte manuscritos do Novo Testamento escritos nos primeiros cinco séculos.

Quando Teodósio proclamou e impôs o cristianismo como única religião oficial no Império Romano no final do Século IV, surgiu uma demanda nova e mais ampla por boas cópias de livros do Novo Testamento. É possível que o grande historiador Eusébio de Cesaréia (263 - 340) tenha conseguido demonstrar ao imperador o quanto os livros dos cristãos já estavam danificados e usados, porque o imperador encomendou 50 cópias para as igrejas de Constantinopla. Provavelmente, esta tenha sido a primeira vez que o Antigo e o Novo Testamentos foram apresentados em um único volume, agora denominado Bíblia.

HISTÓRIA DAS TRADUÇÕES

A Bíblia - o livro mais lido, traduzido e distribuído do mundo -, desde as suas origens, foi considerada sagrada e de grande importância. E, como tal, deveria ser conhecida e compreendida por toda a humanidade. A necessidade de difundir seus ensinamentos através dos tempos e entre os mais variados povos, resultou em inúmeras traduções para os mais variados idiomas e dialetos. Hoje é possível encontrar a Bíblia, completa ou em porções, em mais de 2.000 línguas diferentes.

A PRIMEIRA TRADUÇÃO

Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.
Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70 sábios e contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica; pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.

Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.

OUTRAS TRADUÇÕES

Outras traduções começaram a ser realizadas por cristãos novos nas línguas copta (Egito), etíope (Etiópia), siríaca (norte da Palestina) e em latim - a mais importante de todas as línguas pela sua ampla utilização no Ocidente.

Por haver tantas versões parciais e insatisfatórias em latim, no ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras.

Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde viveu durante 20 anos. Estudou hebraico com rabinos famosos e examinou todos os manuscritos que conseguiu localizar. Sua tradução tornou-se conhecida como "Vulgata", ou seja, escrita na língua de pessoas comuns ("vulgus"). Embora não tenha sido imediatamente aceita, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental. Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.

Na Europa, os cristãos entraram em conflito com os invasores godos e hunos, que destruíram uma grande parte da civilização romana. Em mosteiros, nos quais alguns homens se refugiaram da turbulência causada por guerras constantes, o texto bíblico foi preservado por muitos séculos, especialmente a Bíblia em latim na versão de Jerônimo.

Não se sabe quando e como a Bíblia chegou até as Ilhas Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá estiveram no segundo e terceiro séculos. Provavelmente a tradução mais antiga na língua do povo desta região é a do Venerável Bede. Relata-se que, no momento de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de João; entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós. Aos poucos as traduções de passagens e de livros inteiros foram surgindo.

AS PRIMEIRAS ESCRITURAS IMPRESSAS

Na Alemanha, em meados do Século 15, um ourives chamado Johannes Gutemberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim. Cópias impressas decoradas a mão passaram a competir com os mais belos manuscritos. Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas antes de 1500 - alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão; e em outras seis línguas até meados do século 16 - espanhol, dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês.

Finalmente as Escrituras realmente podiam ser lidas na língua destes povos. Mas essas traduções ainda estavam vinculadas ao texto em latim. No início do século 16, manuscritos de textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental. Havia pessoas eruditas que podiam auxiliar os sacerdotes ocidentais a ler e apreciar tais manuscritos.

Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada com seu próprio paralelo da tradução em latim. Assim, pela primeira vez estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.

DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS

Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem, porém, partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó.

Durante nove anos vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumrân, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no Século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do cristianismo.

Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C. Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de cem anos antes do nascimento de Cristo. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas.

Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como o do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.

As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores da Bíblia. Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro. Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais "novos", ou seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.

ORIGEM DO DIA DA BÍBLIA

O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento - celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia. No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus.

Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando.

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo Domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.

Fonte: http://www.ilumina.com/

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Como iniciar uma conversa?


Existem diferentes maneiras de se evangelizar, como a pregação pública ou a distribuição de folhetos impressos ou textos e vídeos pela Internet. Mas uma maneira eficaz é também a conversa pessoal, e vemos diversas vezes ela acontecer na Bíblia, como no caso do Senhor com Nicodemos e com a mulher samaritana, ou de Felipe com o eunuco.

A dificuldade pode estar em se iniciar uma conversa ou dirigi-la para o evangelho, caso ela já tenha sido iniciada para falar de assuntos diversos. Em minha última viagem dos EUA para o Brasil sentei-me ao lado de um cientista canadense que gostava de conversar e vi nisso uma oportunidade de falar a ele da salvação pela fé em Jesus.

Por ser bastante culto ele já conhecia a Bíblia e também muitos outros livros, religiões e filosofias. Nossa conversa foi toda em inglês com uma ou outra palavra em espanhol, pois ele falava 5 idiomas, inclusive um idioma africano nativo por ter morado e trabalhado como geólogo em um país da África.

Enquanto conversávamos eu mentalmente buscava o Senhor por uma oportunidade de falar do evangelho. Acredito que seja este o sentido do "Orai sem cessar" (1 Ts 5:17) e outras passagens que falam de uma contínua atitude de oração e dependência de Deus.

Tendo viajado a mais de 50 países, ele falou que em sua lista ainda faltava embrenhar-se nas selvas de Nova Guiné para conhecer os ex-canibais em seu habitat. Foi aí que enxerguei uma oportunidade, e esta é uma maneira bíblica de se iniciar uma conversa.

O Senhor, quando fez contato com a mulher samaritana, não começou logo de cara dizendo que ela vivia em pecado e precisava se converter. Antes ele buscou saber qual era o interesse dela naquele momento (água) e começou daí, colocando-se na condição de humildade ("dá-me de beber") para depois despertar nela o desejo de uma "água" melhor:

"Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva" (João 4).

Lembrei-me de um livro que li há quase 30 anos, "O Totem da Paz", de Don Richardson, um autor também canadense que viveu como missionário na Nova Guiné entre os sawis, uma tribo que na época (anos 60) ainda era de canibais. Como o cientista ao meu lado mencionou seu desejo de conhecer os estranhos costumes dos nativos da Nova Guiné, contei a ele do apuro passado pelo autor do livro que, depois de decifrar a língua da tribo e conseguir se comunicar com eles falando-lhes do evangelho, viu a possibilidade de ser transformado no próximo jantar dos aborígenes.

Ao contrário de ficarem impressionados com Jesus e seu sacrifício, os nativos passaram a considerar Judas um herói. Na cultura da tribo, quando alguém conseguia conquistar a amizade e a total confiança de uma pessoa, para depois traí-la, essa habilidade era grandemente valorizada e o traidor chamado de herói. Antes que você ache esse costume exótico, não se esqueça de que nós brasileiros somos famosos por nossa exaltação da malandragem. Os indígenas tinham até um nome para isso: "engordar o porco para o dia da matança". O missionário logo percebeu que a hospitalidade com que ele, a esposa e os filhos tinham sido recebidos na tribo só podia indicar que não faltava muito para virarem comida dos canibais, e isso o deixou desesperado.

Mas a situação reverteu-se quando, durante a tentativa de ataque por uma tribo vizinha, o chefe da tribo inimiga atravessou o campo de batalha carregando um bebê e o entregou ao chefe da tribo onde morava o missionário. Este pegou um bebê de sua própria tribo e o entregou ao outro chefe e depois se abraçaram. A guerra iminente transformou-se em uma grande festa e amizade entre as tribos outrora inimigas.

Aquele era outro costume que o missionário não conhecia: Quando uma tribo entregava um bebê para a outra, aquilo tinha o caráter de um tratado de paz. Enquanto o bebê fosse mantido vivo e saudável na outra tribo esta não podia ser atacada, e vice-versa. Por isso as crianças, chamadas de "crianças da paz" ou "filhos da paz", eram tratadas como príncipes. Sua sobrevivência era o seguro que tinham de que podiam viver livres de ataques.

Don Richardson viu naquilo a oportunidade para mostrar o sentido do evangelho e reuniu os anciãos da tribo para falar-lhes de como Deus havia enviado o seu Filho ao mundo para nos salvar. Como o Filho ressuscitou e agora vive para sempre, Deus não irá mais "atacar" (ou condenar) aqueles que, pela fé, receberem o Filho ressuscitado.

Muitos nativos entenderam o verdadeiro sentido do evangelho e se converteram. Judas passou de herói a bandido, pois aos olhos dos nativos não havia gente pior do que alguém que fizesse mal ao "filho da paz".

Contando a história dos costumes de uma tribo que o cientista desejava conhecer, ou seja, partindo de seu próprio interesse, apresentei o evangelho e sua reação foi deixar claro que era ateu e que não acreditava em um mundo espiritual. Para ele a noção de "vida eterna" estava em passar seus genes às próximas gerações. Ele, que durante anos, chegou a lecionar a teoria da evolução numa universidade, espantou-se por eu não acreditar em tal teoria (que ele afirma já não ser mais vista como teoria pela ciência).

A conversa então tomou o rumo do ateísmo e do evolucionismo, e cabe aqui um alerta: Nunca se deixe levar pela direção ditada pelo seu interlocutor. Mesmo que que aconteça, como aconteceu comigo, procure vez ou outra introduzir novamente a mensagem do evangelho na conversa. O incrédulo não quer escutar o evangelho e sempre irá apresentar algum argumento que mantenha você ocupado e uma das "bombas de fumaça" mais utilizadas será mexer com seu ego e fazer você partir para a defesa de suas posições pessoais.

Lembre-se de que você não está ali para defender sua honra, reputação, argumentos, religião etc. Você está ali para apresentar a ele o evangelho da salvação. Não é uma competição em que você se empenha para ganhar o debate, mas levá-lo a perder a condenação eterna. É mister que ele ouça a mensagem do evangelho. Se você convencê-lo de que existe um Deus e de que a teoria da evolução está errada, tudo o que você terá conseguido é mais uma pessoa que irá para o lago de fogo acreditando na existência de um Deus Criador. O objetivo da evangelização não é tentar provar a existência de Deus e nem lutar contra uma teoria científica. A mensagem do evangelho é simples:

1Co 15:1-4 Também vos notifico, irmãos, O EVANGELHO que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: QUE CRISTO MORREU POR NOSSOS PECADOS, SEGUNDO AS ESCRITURAS, E QUE FOI SEPULTADO, E QUE RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA, SEGUNDO AS ESCRITURAS.

Talvez você ache que esta breve mensagem (acima em maiúsculas) seja muito pouco para convencer um ateu evolucionista, mas se pensa assim é porque ainda não entendeu que o poder para a salvação não está em seus argumentos, mas no EVANGELHO (BOAS NOVAS), e o evangelho resume-se em "Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação" e tudo mais que está embutido aí, ou seja, a totalidade da Palavra de Deus. Se ele crer nisto com o tempo o resto virá no pacote.

Rom_1:16 Porque NÃO ME ENVERGONHO DO EVANGELHO DE CRISTO, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

Ao contrário do que muitos pensam, Paulo NÃO está dizendo "não me envergonho DE PREGAR O EVANGELHO", mas "não me envergonho DO EVANGELHO". A diferença é enorme.

Por causa da timidez, você pode se envergonhar de sair numa praça distribuindo notas de cem dólares para as pessoas, mas você jamais se envergonharia das notas de cem dólares em si, pois sabe o valor delas. Mas, mesmo que você fosse a pessoa mais desinibida do mundo, teria vergonha de sair pela praça distribuindo notas de cem dólares desenhadas à mão em papel higiênico, pois nem você e nem ninguém levaria a sério um dinheiro assim. É do evangelho que Paulo não se envergonha, não do ato de pregá-lo.

Portanto, o poder não está na sua argumentação, na sua oratória, na sua desenvoltura, na sua sabedoria, nos diplomas de teologia que coleciona ou no seu conhecimento do grego e do hebraico etc. O PODER ESTÁ NO EVANGELHO, nesta simples mensagem de que Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. É isso que vai atingir o coração do incrédulo como um raio, porque é do céu que virá a energia e o poder para fazê-lo.

Por isso ao longo de toda a nossa conversa, que deve ter durado umas duas horas, eu nunca deixei de reintroduzir com diferentes palavras, analogias e em diferentes momentos a mesma mensagem:

"Jesus morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação". 

Esta notícia é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, e quando diz "primeiro do judeu, e também do grego (gentio)" está afirmando que a mesma mensagem serve tanto para os que buscam sabedoria (gregos) como para os que buscam sinais (judeus) (1 Co 1:22). Para ambos basta o evangelho, o resto (sabedoria, sinais ou seja lá o que for) é só glacê, mas o que salva mesmo é o bolo.

Como a conversa obviamente foi cheia de argumentos pró e contra o ateísmo e o evolucionismo, cuidei de responder mas sempre ciente de que não seriam minhas respostas ou contra-argumentos que tocariam o coração de meu interlocutor, mas sim o EVANGELHO (como já expliquei). Veja abaixo os principais pontos que conversamos, colocados aqui muito resumidamente:

Argumento: "Sou ateu".

Resposta: Ateus não existem, pois Deus colocou a eternidade no coração do homem.

"Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem" Ec 3:11 ARA. 

Alguém só se torna ateu pela negação daquilo que traz no coração, que é um conhecimento inato de Deus. Por isso não perco meu tempo tentando argumentar longamente com um ateu e o trato como qualquer outra pessoa, sabendo que lá no fundo ele sabe que Deus existe. Ele SABE que é pecador e precisará dar contas de seu pecado a Deus.

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Argumento: "Todas as religiões buscam por sensações, seja em transes, meditações, orações ou até alucinógenos". Ele falava dos diferentes indígenas que conheceu e mencionou querer visitar os seguidores do "Santo Daime" da Amazônia, que bebem um alucinógeno (Timothy Leary pregava o uso do LSD para isso) como forma de alcançar outros níveis de consciência.

Resposta: O cristianismo não está baseado no que eu sinto mas na PESSOA em quem eu creio, que é Cristo. Ainda que eu não tenha qualquer sensação, veja qualquer manifestação ou ouça alguma voz ou trovoada, posso crer porque "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem" (Hb 11:1). É aí que o evangelista pentecostal tem dificuldade, por sua fé estar tão carregada de visões, manifestações, curas, sensações etc. Uma pessoa esclarecida não vai se deixar levar por pretensos "testemunhos" da TV. Quer um conselho? Evangelize com o puro evangelho.

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Argumento: "Existem religiões mais antigas que o cristianismo e o próprio judaísmo, que já falavam de Adão e Eva, do dilúvio, dos sacrifícios etc."

Resposta: É claro que tudo isso já era conhecido antes mesmo de Moisés escrever o Pentateuco! Afinal, todo esse conhecimento, ainda que muitas vezes distorcido, tem uma única origem: Deus. Todos os povos ainda retêm reminiscências do Éden, do dilúvio e de muitas outras coisas que foram passadas de geração a geração. Tal argumento não invalida o cristianismo, mas só ajuda a mostrar sua veracidade. Se nenhum outro povo antigo tivesse falado dessas coisas aí poderíamos pensar que tudo não passa de criação de Moisés. Outra dica: Evite bater de frente com os argumentos dos incrédulos, mas pegue neles algum elemento comum e parta daí, como Paulo fez com o "altar ao Deus desconhecido" dos gregos, ao invés de gastar saliva falando mal das centenas de falsos deuses que eles adoravam (Atos 17:23). O próprio Don Richardson (autor de "O Totem da Paz") tem um livro excelente sobre o assunto, "O Fator Melquisedeque".

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Argumento: "A ciência já provou a evolução por todas as evidências já encontradas nas diferentes camadas geológicas".

Resposta: Este pensamento não é científico, porque a ciência nunca pode chegar a uma conclusão sem uma experimentação, ou seja, ver acontecer, medir, cheirar, pesar etc. Isto é impossível de ser conseguido na teoria da evolução. Além disso todo cientista deve ter a mente aberta, pois ciência é como moda: na década de 70 achávamos estar na última moda, usando calças boca-de-sino listradas e cabelos longos ou black-power. Hoje rimos das fotos. Daqui a 40 anos os cientistas irão rir das fotos de muitas conclusões que tiraram em 2013 achando que elas eram a última bolacha do pacote.

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Argumento: "Você é cristão porque nasceu em um país cristão e foi condicionado a acreditar que existe um Deus e tudo mais. Se tivesse nascido num país muçulmano seria muçulmano e se tivesse nascido na Índia acreditaria em muitos deuses".

Resposta: Em todas as sociedades as pessoas se convertem a Cristo, independente da cultura em que foram criadas. O mesmo argumento do ateu, porém, vale para o ateísmo. Alguém só é ateu por ter nascido em uma sociedade judaico-cristã fortemente influenciada pelo pensamento grego que incluía em sua filosofia o ateísmo de Protágoras e o ceticismo de Aristóteles, que escreveu que "os homens criam deuses à sua própria imagem".

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Argumento: "Se você crê na Bíblia então deveria vender sua filha como ensina o Pentateuco ou apedrejar seu filho".

Resposta: Sim, eu faria isso dentro do contexto, da cultura e das circunstâncias do Pentateuco, mas como vivo hoje dentro do cristianismo (a dispensação da graça de Deus) não devo fazê-lo. Mesmo o pensamento ateísta se baseia na cultura judaico-cristã para decidir o que é certo e o que é errado. O que faz um ateu pensar que seja errado vender a filha como escrava ou apedrejar um filho? De onde tirou tal ideia? Há muitas coisas que aqui e agora aceitamos como normais que jamais seriam normais em uma sociedade ou época diferente. Na sociedade moderna ocidental que se afasta a passos largos da moral cristã é normal homens e mulheres terem relações sexuais fora do casamento, mas isto seria impensável no Afeganistão. Porém lá e em outros lugares é perfeitamente normal para os radicais islâmicos castrar meninas, extraindo seu clítoris para não sentirem prazer, algo abominável aos olhos ocidentais. Para entender melhor o assunto "escravidão" e a passagem citada por meu interlocutor, veja este link http://www.respondi.com.br/2013/02/a-biblia-incentiva-venda-da-filha-como.html

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Talvez neste ponto você esteja esperando eu dizer que o cientista ao meu lado caiu em prantos, reconheceu-se pecador e se converteu a Cristo. Não, nada disso aconteceu, mas quando ele disse que jamais acreditaria nas coisas que lhe falei, disse a ele que Deus poderia fazer com que cresse no evangelho, e aí ele não teria como escapar. Quando pregamos o evangelho não devemos nos preocupar com os resultados, pois existe ALGUÉM que está mais preocupado com isso do que nós jamais poderíamos estar. É Deus quem convence um pecador e é Deus quem salva, portanto devemos deixar nas mãos dele. Não devemos querer converter as pessoas com nossa oratória ou capacidade de persuasão, porque se conseguirmos ela terá se convertido apenas exteriormente e pelo poder da carne, não do Espírito Santo de Deus.

É errado querer colecionar números e troféus, do tipo "tantas pessoas se converteram com minha pregação" ou "pesquei um peixe grande" (alguns usam esta expressão para se gabar de ter convertido algum rico ou famoso). Quando lemos Paulo dizer "Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus" 1 Co 3:6  entendemos que ninguém faz a obra de Deus sozinho. Se aquele homem porventura vier a se converter aquele nosso encontro eu posso ter sido apenas mais uma pedrinha em um grande moisaico de pessoas que Deus usou. Talvez ele tenha escutado o evangelho de sua mãe ou na escola dominical, mais tarde recebeu um folheto evangelístico de alguém ou ouviu uma pregação no rádio ou... as possibilidades são infinitas e ninguém deveria querer se gabar de ter sido o único meio usado por Deus.

Eu particularmente acho que a mensagem encontrou algum cantinho no coração e na mente de meu interlocutor e sua reação demonstrou isso. Quando uma pessoa é confrontada com o evangelho da graça sua reação é a mesma de Adão e Eva no Éden: fazer para si aventais de folhas de figueira para cobrir sua nudez diante de Deus. Os inúteis aventais de folhas geralmente são costurados por boas obras apresentadas pela pessoa que ouve o evangelho, algo do tipo "eu vou à igreja", "eu ajudo os pobres" etc. No caso de meu interlocutor ateu percebi um avental de folhas quando ele começou a se justificar dizendo que, apesar de não acreditar em Deus, tinha um senso de espiritualidade no sentido de deixar seu DNA para a posteridade e praticar yoga todas as manhãs, fazer meditação e procurar ser uma boa pessoa e salvar o planeta. Achei esse avental um bom sinal de que sua consciência havia sido alcançada e oro para que meu amigo de viagem um dia também chegue ao destino final que Cristo me reservou por sua obra na cruz: o céu.

Eu poderia continuar aqui com muito da conversa que tive com ele, mas sairia do foco deste texto que é a abordagem  e início de conversa na evangelização pessoal. Para mais sobre ateísmo sugiro os links abaixo:

http://www.respondi.com.br/2009/08/se-nao-existe-deus-tudo-esta-liberado.html
http://www.respondi.com.br/2006/07/e-quem-ateu.html
http://www.respondi.com.br/2006/07/devo-crer-no-humanismo.html
http://www.respondi.com.br/2009/07/o-que-acha-do-que-diz-o-ateu-richard.html
http://www.respondi.com.br/2010/03/moises-quem-inventou-deus.html
http://www.respondi.com.br/2009/08/moral-faria-sentido-sem-deus.html
http://www.respondi.com.br/2009/08/pra-que-deus-se-temos-as-regras-de-ouro.html
http://www.respondi.com.br/2010/05/por-que-o-deus-onisciente-permitiu.html

Sobre evolução escrevi algo em:

http://www.respondi.com.br/2009/08/como-conciliar-biblia-e-teoria-da.html
http://www.respondi.com.br/2008/08/se-23-da-humanidade-cre-na-reencarnacao.html
http://www.respondi.com.br/2010/04/o-que-biblia-diz-dos-dinossauros.html
http://www.respondi.com.br/2010/04/existia-morte-antes-da-queda-do-homem.html

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. 

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Cuidado, Seitas!


Você já foi enganado alguma vez? Talvez isso tenha acontecido à porta de sua casa, quando algum vendedor treinado para persuadir e usando de artimanhas o fez comprar algo inútil. O engano é geral! Há engano em todas as áreas da vida, e especialmente no setor religioso!

Vivemos numa época em que muitas seitas se propagam em velocidade inacreditável. Os representantes das seitas sabem muito bem como podem vender suas heresias a pessoas de boa-fé por meio de palavras convincentes. Muitas vezes as seitas apelam para a Palavra de Deus e usam o nome de Jesus Cristo. Em um primeiro momento, freqüentemente, suas palavras parecem convincentes e verdadeiras. Mas: Cuidado – é engano! A Bíblia nos adverte seriamente a respeito:

“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 João 4.1).

De que consiste a diferença entre uma seita e a verdadeira fé bíblica em Jesus Cristo? Como se reconhece uma seita? Faça a prova com três perguntas:

1. Quem é Jesus Cristo?

As seitas negam a pessoa do Senhor Jesus – elas falam de um “Cristo cósmico” ou negam a Sua soberania divina. Nelas não é Jesus que está no centro, mas a pessoa do seu “guia”, “profeta”, “apóstolo”ou “guru”. Entretanto, a Bíblia declara que Jesus Cristo é o único Deus verdadeiro. Ele se tornou homem para morrer na cruz por todos os homens. Ele ressuscitou corporalmente e vive por toda a eternidade (1 João 5.20; Colossenses 2.9; Marcos 10.45 e 1 Coríntios 15.3ss).

2. O que é a Bíblia?

Muitas vezes as seitas usam, de fato, partes da Bíblia, mas além dela ainda têm as suas doutrinas especiais, “novas revelações” e “visões”, que colocam no mesmo nível da Palavra de Deus, a Bíblia. Porém, a própria Bíblia legitima-se como a Palavra de Deus inspirada. Tudo o que precisamos saber sobre Deus, sobre Jesus Cristo e Seu grandioso plano com este mundo e com nossa vida é revelado exclusivamente pela Sagrada Escritura (2 Timóteo 3.16). Deus nos adverte para não irmos além do que está escrito na Bíblia (Apocalipse 22.18-19; 1 Coríntios 4.6).

3. Como posso encontrar a Deus? Como alcanço a vida eterna?

As seitas condicionam a salvação à filiação a sua organização. Seus membros devem treinar certas práticas de meditação ou cumprir outras normas de conduta. A Bíblia, pelo contrário, ensina: você é salvo e recebe a vida eterna de Deus única e exclusivamente pela fé pessoal em Jesus Cristo e por Sua graça (João 3.16; 14.6; 1 Timóteo 2.5; Atos 4.12).

Cuidado para não cair nas armadilhas de qualquer seita. Por isso, informe-se. Leia a Bíblia. Conheça a Jesus Cristo e confie nEle! O Seu amor vale também para você. Ele quer trazer luz às trevas de sua vida. Jesus Cristo diz:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12).

Você pode vir a Ele em oração e pedir-Lhe que assuma a direção de sua vida. Ter a Jesus significa ter vida verdadeira, vida com significado, vida eterna com Deus.

Peter Bronclik – http://www.chamada.com.br

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Como Evangelizar Adventistas?

Amados irmãos,

Graça e Paz!

"Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos." Judas 1:3

Embora considere algumas doutrinas ensinadas pela a IASD como heterodoxas, não concordo com as atitudes de alguns irmãos apologistas que defendem o Evangelho da Graça de Deus, atacando pessoas ao invés de combaterem suas doutrinas errôneas.

Sim, existem certas doutrinas ensinados pela IASD que um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo precisa colocar "Na Mira da Verdade" (João 17:17), no entanto isso deve ser feito sem denegrir ou ofender as pessoas que professam a fé Adventista.

Devemos motiva-los a fazerem seu próprio estudo diligente das Escrituras, para que possam sanar suas dúvidas e tirar suas próprias conclusões a respeito da enorme diferença entre o Adventismo e o simples Evangelho da Nova Aliança da Graça de Deus em Cristo Jesus.

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Quem foi Jorge?

Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal.

Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade.

Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos.

No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens.

Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: “O QUE É A VERDADE?”. Jorge respondeu:

“A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nEle confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade.” 

Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Porém, este santo homem de DEUS jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor ao SENHOR Jesus. Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do DEUS Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar.

Em seu coração, Jorge de Capadócia discernia claramente o própósito de tudo o que lhe ocorria:

"… Vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho”. (Lucas 21.12:13 – Grifo nosso).

A fé deste servo de DEUS era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessa-lo como SENHOR por intermédio da pregação do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, ao entregar sua vida ao SENHOR. Seu testemunho de fidelidade e amor a DEUS arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos.

Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discípulo de Jesus, em 23 de abril de 303. Logo a devoção a “São” Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. Além disso, muitas lendas foram se somando a sua história, inclusive aquela que diz que ele enfrentou e amansou um dragão que atormentava uma cidade…

Em 494, a idolatria era tamanha que a Igreja Católica o canonizou, estabelecendo cultos e rituais a serem prestados em homenagem a sua memória. Assim, confirmou-se a adoração a Jorge, até hoje largamente difundida, inclusive em grandes centros urbanos, como a cidade do Rio de Janeiro, onde desde 2002 faz-se feriado municipal na data comemorativa de sua morte.

Jorge é cultuado através de imagens produzidas em esculturas, medalhas e cartazes, onde se vê um homem vestindo uma capa vermelha, montado sobre um cavalo branco, atacando um dragão com uma lança. E ironicamente, o que motivou o martírio deste homem foi justamente sua batalha contra a adoração a ídolos…

Apesar dos engano e da cegueira espiritual das gerações seguintes, o fato é que Jorge de Capadócia obteve um testemunho reto e santo, que causou impacto e ganhou muitas almas para o SENHOR. Por amor ao Evangelho, ele não se preocupou em preservar a sua própria vida; em seu íntimo, guardava a Palavra:

 "…Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1.20).

Deste modo, cumpriu integralmente o propósito eterno para o qual havia nascido: manifestou o caráter do SENHOR e atraiu homens e mulheres para Cristo, estendendo a salvação a muitos perdidos.

Se você é devoto deste celebrado mártir da fé cristã, faça como ele e atribua toda honra, glória e louvor exclusivamente a Jesus Cristo, por quem Jorge de Capadócia viveu e morreu. Para além das lendas que envolvem seu nome, o grande dragão combatido por ele foi a idolatria que infelizmente hoje impera em torno de seu nome.

Por Bispo Hermes C. Fernandes
Publicado em Cristianismo Subversivo
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Será que Moisés Realmente foi Ressuscitado?


Qual a verdadeira condição de Moisés no momento da transfiguração com Jesus, no monte? De acordo com a posição oficial da Igreja Adventista a passagem de Mt 17 / Mc 9 /Lc 9 não prova a imortalidade da alma, conforme a visão evangélica.

"E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele." Mateus 17:2-3

Concordamos com metade da explicação oferecida por Adventistas, visto que, de acordo com 2 Rs 2.11, Elias não morreu, mas foi elevado aos céus por um redemoinho (e não por um carro de fogo, como muitos imaginam).

No entanto, apologistas Adventistas se complicam ao explicar a condição do falecido Moisés no evento da transfiguração. Para uniformizar o evento com a doutrina adventista conhecida como “sono da alma”, recorrem ao texto de Jd 1.9, a fim de embasar seu raciocínio de que Moisés teria sido ressuscitado por Jesus (na passagem, personificado por Miguel) e, por esse motivo, esteve presente no evento da transfiguração.

“Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda.” Judas 1:9

Ao invés de abordar os falsos pressupostos adventistas de que o Arcanjo Miguel é Jesus, e de que Moisés teria ressuscitado primeiro que Cristo, escolhemos focar nossa atenção na declaração de Judas, na qual o texto diz claramente que Miguel “disputava a respeito do corpo (cadáver) de Moisés”. O que isso quis dizer? Será que está de acordo com o pensamento adventista de que há uma declaração implícita sobre a ressurreição de Moisés?

Nossa análise partirá dos princípios hermenêuticos em que devemos considerar as palavras em seu sentido usual, além de considerá-lo dentro de seu contexto.

É comum usarmos o termo corpo para referirmos ao que resta da pessoa após a morte. Já que não possui mais a personalidade própria de quem está vivo, aquele que faleceu não pode mais ser chamado de pessoa. É apenas um corpo. Assim, considerando o sentido usual da palavra corpo, podemos dizer que somos autorizados a entender que Judas referiu-se ao corpo morto de Moisés.

Já o contexto a ser tomado é o de que Judas adverte a Igreja contra os falsos mestres que causam dissensões. O verso 8 diz que as pessoas já contaminadas não se submetiam às lideranças da Igreja. E é nesse contexto que o verso 9 declara que até no mundo espiritual existe subordinação. E foi por esta razão que Miguel, mesmo sendo um arcanjo divino, resumiu-se a repreender Satanás em nome do Senhor, em vez de ficar proferindo impropérios e maldições contra ele.

Concluímos que o contexto não admite a declaração de que Moisés foi ressuscitado (até por que não é esse o objetivo da carta de Judas). Entretanto, pelo sentido usual da palavra corpo, é possível admitir que o corpo de Moisés era um corpo morto. Afinal, é assim que a humanidade usualmente se refere àqueles que já faleceram.

Recorremos então à busca de clareza em outras passagens que tratem do mesmo assunto e, sobre Moisés, temos declarado que este morreu e Deus o sepultou em local desconhecido pelo homem (Dt 34.6). E esta é a última declaração inequívoca a respeito do estado de Moisés nas Escrituras: está morto e sepultado.

Façamos um último apelo àquilo que os historiadores chamam de crítica externa das fontes literárias. Com ela, os historiadores buscam outros documentos que corroborem a visão apresentada pelos documentos principais. Neste caso, procuraremos realizar a critica da fonte utilizada por Judas ao escrever o verso 9.

Os estudiosos do assunto dizem que Judas lançou mão de diversos escritos que lhe eram contemporâneos. Neste verso, em especial, conjectura-se que Judas o tenha extraído dos escritos conhecidos como A Assunção de Moisés. Para quem lê o título, imagina que Moisés verdadeiramente ascendeu aos céus em seu próprio corpo após sua morte. Será que é assim, mesmo?

Infelizmente, o que sobrou dos tais escritos não é conclusivo a respeito do verdadeiro estado de Moisés após seu enterro. O manuscrito possui trechos ilegíveis e, até mesmo, destruídos. Contudo, como sabemos que a Bíblia é totalmente inspirada, podemos crer que tal informação é verídica, mesmo que tenha origem em um escrito não-canonizado. Mas... como fica Moisés? Está vivo ou morto, no momento da disputa entre Miguel e Satanás?

Bem... em última instância, vejamos o que diz R.H.Charles, em seu livro “The Assumption of Moses”:

Agora, a julgar pelos fragmentos gregos sobreviventes, que daremos na íntegra hoje, a ordem da ação em Assunção original era provavelmente como segue:

I. Miguel é comissionado para enterrar Moisés
II. Satanás se opõe a seu enterro, por dois motivos

(A) Em primeiro lugar, Satanás afirma ser o senhor da matéria (daí o corpo por direito deve ser entregue a ele). Para esta afirmação Miguel responde: "O Senhor te repreenda, pois foi o Espírito de Deus que criou o mundo e toda a humanidade." (Daí não Satanás, mas Deus era o Senhor da matéria).

(B) Em segundo lugar, Satanás traz a acusação de assassinato contra Moisés. (A resposta a esta acusação é requerida)

III. Ao refutar as acusações de Satanás, Miguel então procede a acusação de Satanás como tendo inspirado a serpente para tentar Adão e Eva.

IV. Finalmente, depois de toda a oposição ter sido superada, a Assunção tem lugar na presença de Josué e Calebe, e de uma maneira muito peculiar. Uma apresentação dupla de Moisés aparece: uma é Moisés "vivo em espírito", que é levada para o céu, o outro é o corpo de Moisés, que está enterrado nos recessos das montanhas.

Este esboço é fundada, como temos observado, em cotações e referências que ocorrem em São Judas e escritores subseqüentes. (CHARLES, R.H. The Assumption of Moses, pg 105)

Do que se conclui, as evidências hermenêuticas e críticas apontam para a interpretação evangélica, como a que melhor se harmoniza com os demais escritos da Bíblia. A saber: que Moisés estava morto quando Miguel disputou o corpo dele e assim permanecerá até o dia da primeira ressurreição dos justos.

Abraços a todos,

Diego Romualdo
tenenteromualdo@gmail.com

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Breve Introdução ao Adventismo do Sétimo Dia

Será que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é como muita gente pensa, uma denominação igual às outras, tendo como única diferença a guarda do Sábado?

Muitos cristãos, na melhor das hipóteses, vagamente estão conscientes de que o Adventismo é de alguma forma, diferente.

Este site desafia o leitor a perguntar e responder para si mesmo duas questões centrais: As diferenças são reais? E se assim for, são importantes?

Nosso compromisso é alertar o povo de Deus sobre esse movimento que afirma e promove muitos e graves erros como a inspiração dos escritos de Ellen G. White (comprometendo o Sola Scriptura), a doutrina do Juízo Investigativo (comprometendo a Justificação pela Fé), e a doutrina de que aqueles que não guardam o Sábado (para a IASD o Selo de Deus), serão marcados pelo anticristo por adorarem a Deus no Domingo (para a IASD a Marca da Besta). Desviando sutilmente assim nosso olhar de Cristo e sua obra na cruz, para a guarda da Lei (Antigo Pacto) e nossas próprias obras (comprometendo a Graça).

Apresentaremos muitas evidências bíblicas de que a Igreja Adventista do Sétimo Dia vem anunciando, desde sua origem conturbada, um "outro evangelho", muito semelhante ao registrado na epístola aos Gálatas.

"Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." Gálatas 1:6,9 

Ao expormos seus erros doutrinários temos grande esperança de que o Espírito de Cristo liberte da escravidão espiritual incontáveis Adventistas que precisam ouvir o Evangelho proclamado como Deus planejou. Vem Senhor Jesus!

A VERDADE SOBRE O ADVENTISMO

Muitas pessoas tem dificuldades em compreender os Adventistas do Sétimo Dia. Isso ocorre porque a partir da década de 1950 eles começaram a buscar a aceitação das igrejas evangélicas, Cristãos nascidos de novo. Começaram um diálogo com Walter Martin (apologista cristão que fundou o Christian Research Institute, no Brasil ICP) por insistência de Donald Grey Barnhouse.

O que se seguiu foi uma espetacular operação de relações públicas, iniciando um encobrimento das verdadeiras doutrinas do Adventismo. Adventistas querem desesperadamente ser aceitos como evangélicos para que possam fazer seu proselitismo (converter Cristãos). Esse blog ajudará você a conhecer muitas coisas que andam escondendo de você.

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História Adventista


O mundo estava para acabar em 1844 com a Segunda Vinda de Cristo, prevista por William Miller, um pregador itinerante da igreja Batista da Nova Inglaterra. Seguidores de Miller condenaram todas as igrejas da época como apóstatas e "Babilônia", advertindo os cristãos a saírem delas. Um grande número de pessoas aderiram ao movimento do "advento", o qual cresceu rapidamente. (Melton, J. Gordon, Encyclopedia of American Religions, Vol. 2, pp. 21–22).
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Entrando no Descanso de Deus: Um Estudo de Hebreus 3 e 4

Um estudo sobre o "Descanso de Deus na Criação" (Gn 2:2-3). Você ficará maravilhado ao descobrir que o sábado semanal [1] que Deus deu aos filhos de Israel (Ex 20:8) era na verdade uma representação de toda a mensagem evangélica (Lv 23, Cl 2:16-17). A mensagem bíblica da salvação pela graça, não por obras (Ef 2:8), "pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas." Hebreus 4:10.

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Três fatos cruciais para entender a existência dos fósseis

Por Institute for Creation Research  - ICR

1º: Fósseis mostram rápido e catastrófico soterramento

Superfícies inclinadas abaixo e seqüência de espessas camadas de extrato acima fornecem evidência de rápida inundação e erosão pós-inundação. Os fósseis fornecem evidência universal de rápido soterramento e até mesmo de morte agonizante.  

Rápido soterramento é imprescindível para sepultar organismos como o primeiro passo no processo de fossilização. Os abundantes fósseis de invertebrados marinhos encontrados por todos os extratos de terra demonstram uma extraordinária condição de soterramento.

Polistratos de troncos fósseis (troncos de árvores em posição vertical atravessando várias camadas sedimentares) são comuns em camadas fósseis e é clara evidência de rápido soterramento.

Fósseis de vertebrados mostram rigidez cadavérica e sua posição é indicativa de sufocamento – asfixia repentina do animal.

2º: Fósseis são encontrados em todas as camadas 

A Terra é coberta de camadas de rocha sedimentar, muitas contendo fósseis microscópicos tais como plâncton, pólen e esporos.

A totalidade de registros fósseis consiste principalmente de invertebrados marinhos (animais sem espinha dorsal), incluindo moluscos, águas-vivas e corais. O que é surpreendente é que este oceano de criaturas são encontrados principalmente nos continentes e raramente em profundas bacias oceânicas.  Mais conchas são encontradas em picos de montanhas do que sobre o leito do oceano.

Das camadas mais profundas até as camadas mais altas a maior parte dos fósseis são de criaturas marinhas. Os níveis superiores apresentam um crescente número de vertebrados, tais como peixes e anfíbios, répteis e mamíferos, mas os fósseis encontrados nas camadas mais profundas são igualmente tão complexas como qualquer animal de hoje.

Todos os tipos de fósseis aparecem repentinamente, plenamente formados e plenamente funcionais, sem ancestrais menos complexos nas camadas abaixo deles.

O registro fóssil é forte evidência de súbito surgimento de vida pela criação, seguido de rápido soterramento durante uma enchente global.

3º: Fósseis mostram formas estáticas e não formas transicionais

O registro fóssil reflete a diversidade de vida original, não uma evolução de aumento de complexidade. Há muitos exemplos de “fósseis vivos”, onde as espécies que estão vivas hoje são encontradas igualmente em registros fósseis.

De acordo com o modelo evolucionista para explicar a existência de registros fósseis, existem três prognósticos:


  1. Mudança em larga escala de organismos através do tempo
  2. Organismos primitivos deram origem a organismos complexos
  3. Derivação gradual de novos organismos produziram forma transicionais.


Porém, estes prognósticos não são confirmados pelos dados do registro fóssil.

O trilobite, uma espécie de crustáceo, por exemplo, aparece repentinamente no registro fóssil sem qualquer forma transicional. Não há fósseis entre organismos simples como seres unicelulares, tais como bactérias e complexos invertebrados, como o trilobite.

Os extintos trilobites tinham uma complexidade organizacional como qualquer invertebrado dos dias atuais. Em adição aos trilobites, bilhões de outros fósseis encontrados subitamente apareceram plenamente formados, como mariscos, caracóis, esponjas e medusas. Mais de 300 tipos diferentes de estruturas foram encontradas sem qualquer fóssil transicional entre eles e organismos unicelulares.

Peixes não tem ancestrais ou formas transicionais para mostrar como invertebrados, com esqueleto exterior tornaram-se vertebrados com esqueleto interior.

Fósseis de uma grande variedade de insetos voadores e terrestres aparecem sem qualquer forma transicional. Por exemplo, a libélula, aparece repentinamente no registro fóssil. O altamente complexo sistema que capacita as habilidades aerodinâmicas da libélula não apresenta nenhum ancestral no registro fóssil.

Em todo o registro fóssil, não há uma simples forma transicional inequívoca provando uma casual relação entre duas espécies quaisquer. Dos bilhões de fósseis que se tem descoberto, deveria haver milhões de claros exemplos, se eles existissem.

A falta de transições entre espécies no registro fóssil é o que seria esperado se a vida foi criada.


Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira
Fonte: Institute for Creation Research - ICR
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Isaías 53.4,5 indica que a cura física durante o espaço de tempo da vida mortal é garantida através da expiação, como alegam os ensinadores da seita Palavra da Fé?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Isaías 53.4,5 afirma: "Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados." Os ensinadores da seita Palavra da Fé crêem que essa passagem significa que a cura Física durante o espaço de tempo da vida mortal é garantida através da expiação. Daí, um verdadeiro crente nunca deveria ficar doente. É responsabilidade do crente tomar posse da cura que está garantida e que foi disponibilizada na expiação. Se ao crente falta a fé, ou se estiver em pecado, então essa cura que está disponível é impedida (Hagin, Word of faith, agosto de 1977, pág.9).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Enquanto a cura física suprema está incluída na expiação (a cura que experimentaremos em nossos corpos ressurretos), a cura de nossos corpos enquanto no estado mortal (que antecede a nossa morte e ressurreição) não é garantida na expiação. Além disso, é importante notar que o termo hebraico empregado para "sarar" (napha) pode se referir não apenas à cura física mas também à cura espiritual. O contexto de Isaías 53.4 indica que a cura espiritual está em foco. O verso 5 nos diz claramente: "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados" (v. 5 — as ênfases foram adicionadas). Devido ao fato de "transgressões" e "iniqüidades" darem forma ao contexto, a cura espiritual da miséria do pecado está em foco.

Uma quantidade numerosa de versos nas Escrituras comprova a visão de que a cura física, durante o espaço de tempo da vida mortal não é garantida através da expiação, e que nem sempre a vontade de Deus é curar. O apóstolo Paulo não pôde curar o problema estomacal de Timóteo (1 Tm 5.23), e também não pôde curar Trófimo em Mileto (2Tm 4.20),ou Epafrodito (Fp 2.25-27). Paulo falou a respeito de uma "fraqueza da carne" que ele teve (Gl 4.13-15). Ele também sofreu "um espinho na carne" o qual Deus permitiu que ele retivesse (2 Co 12.7-9). Deus certamente permitiu que Jó passasse por um período de sofrimento físico (Jó 1,2). Em nenhum desses casos foi declarado que a enfermidade fora causada por pecado ou falta de fé. Nem Paulo ou qualquer das outras pessoas mencionadas agiu como se pensassem que a sua cura estivesse garantida pela expiação. Eles aceitaram a sua situação e confiaram na graça de Deus para obter sustento. Digno de nota é o fato de que Jesus, em duas ocasiões, disse que as enfermidades seriam para a glória de Deus (Jo 9.3; 11.4).

Outras passagens das Escrituras revelam que os nossos corpos físicos estão continuamente submetidos à fadiga e a várias indisposições. Diz-se que o corpo que cada um de nós atualmente possui é perecível e fraco (1 Co 15.42-44). Paulo disse: "Ainda que o nosso homem exterior se corrompa" (2 Co 4.16). A morte e as enfermidades serão parte da condição humana, até o tempo em que recebamos os corpos da ressurreição, que são imunes a tais fraquezas (1 Co 15.51-55).Veja neste livro os comentários sobre Filipenses 2.25.

N.T.: Ler Mateus 8.16,17 para enriquecimento de conhecimentos e discussões a respeito do tema.


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Isaías 40.12 indica que Deus é um ser de proporções humanas, como sugerem alguns ensinadores da seita Palavra da Fé?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Isaías 40.12 diz: "Quem mediu com o seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu em uma medida o pó da terra, e pesou os montes e os outeiros em balanças?" Os ensinadores da seita Palavra da Fé dizem que uma vez que Deus mediu as águas "com o seu punho", Ele deve ter proporções humanas. Deus é alguém "muito parecido com você e comigo... um ser que deve ter cerca de dois metros de altura, alguém cujo peso deve estar na casa de centenas de quilos, um pouco melhor, [e] possui um palmo [de mão] de cerca de 22,8 centímetros" (Copeland, Espírito, alma e corpo I, 1985, fita de áudio).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse verso não indica que Deus é um ser de proporções humanas. As Escrituras são claras ao dizer que Deus é espírito (Jo 4.24), e um espírito não tem carne e ossos (Lc 24.39). Uma vez que Deus não possui nem carne e nem ossos, Ele não possui literalmente uma mão ou um palmo. Deus não é um homem (Os 11.9) e não possui uma forma passível de ser vista pelo povo (Dt 4.12;Jo 1.18; Cl 1.15). "O palmo" de Deus é simplesmente uma linguagem antropomórfica — isto é, uma linguagem que, de modo figurado, descreve Deus em termos semelhantes aos humanos. As Escrituras freqüentemente utilizam tais linguagens metafóricas para nos auxiliar a melhor compreender a Deus.


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A profecia de Isaías 29:1-4 fala a respeito do Livro de Mórmon?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os mórmons acreditam que essa passagem está falando sobre a descoberta do Livro de Mórmon sob o solo americano. Argumentam que a passagem se refere aos chamados nefitas, dos quais se alega que vieram habitar na América do Norte. A frase "de debaixo da terra" seria supostamente uma referência ao Livro de Mórmon, que teria sido traduzido a partir de placas de ouro extraídas do solo (Talmage, 1982, 278).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa passagem não lida com os chamados "nefitas", mas com o julgamento de Deus contra os israelitas rebeldes. Jerusalém é chamada de "Ariel" (confira Is 29.1,2; 2 Sm 5.6-9), que literalmente significa "coração de Deus". O juízo de Deus sobre Jerusalém seria tão horrível que o sangue derramado e as chamas fariam com que a cidade se assemelhasse a um altar no qual os sacrifícios estariam sendo consumidos. Esse julgamento teve o seu cumprimento durante o cerco de Senaqueribe à cidade em 701 a.C. Em seguida a esse cerco sangrento, Jerusalém se encon-trou prostrada ao solo, enterrada sob as gigantescas ondas do poderio assírio. Em lugar da orgulhosa ostentação que os habitantes da cidade haviam previamente expressado, eles agora cochichavam ou sussurravam do solo. A excelente cidade havia sido humilhada. No contexto, o verso não tem nada a ver com o Livro de Mórmon saindo da terra em solo americano.


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Mateus 24 - M. Persona

Muita confusão tem havido em torno da profecia, por não se discernir o lugar distinto que Israel e a Igreja ocupam nas Escrituras e nos propósitos de Deus. Temos recebido muitas cartas de leitores com dúvidas acerca do significado do capítulo 24 de Mateus e de outras passagens que falam da tribulação. De um modo geral, este capítulo trata do futuro, do tempo da tribulação e vinda de Cristo para Israel. A Igreja, que é formada por todos os salvos, será arrebatada antes da tribulação (Ap 3:10).

Mateus 24 trata do remanescente judeu que testemunhará durante a tribulação e dos eventos que ocorrerão no mundo naquela época. Ao contrário do que muitos pensam, o termo "levado" que aparece nos versículos 40 e 41 nada tem a ver com o arrebatamento. Muitos tentam aplicar estes versículos ao arrebatamento da Igreja, mas isso é tirá-los de seu contexto. O contexto é o assunto ao qual o Senhor vem Se referindo nos versículos anteriores, ou seja, o dilúvio (v.39) que "levou a todos"; um ato judicial - a morte - ceifando vidas. Da mesma forma, quando Cristo vier para reinar (no final da grande tribulação), a morte passará ceifando a muitos; "levando" a muitos. Os vivos entrarão no milênio, mas não serão cristãos como os conhecemos hoje; serão judeus (ou gentios) que se converterão durante a tribulação e que nunca escutaram o evangelho antes (ou não tinham idade para compreendê-lo).

A palavra "evangelho" que aparece no capítulo é também freqüentemente mal aplicada. Mateus 24.14 fala do "evangelho do reino" e não do "evangelho da graça de Deus" (At 20:24). Há muitos que pensam que é necessário que o evangelho da graça seja pregado por todo o mundo para que Cristo volte para buscar Sua Igreja. Mas não é o que diz a passagem; ali está falando do "evangelho do reino". Cristo virá buscar Sua Igreja depois que se converter o último eleito antes da fundação do mundo para fazer parte dela. Então Ele virá buscar os que são Seus: os santos celestiais. Aí cessa a pregação do evangelho da graça, que é pregado enquanto a Igreja encontra-se na Terra. "Crê no Senhor Jesus e serás salvo" é o evangelho da graça que hoje pregamos. "Arrependei-vos que o reino está próximo" é o evangelho do reino, que foi pregado por João Batista e que será pregado por um remanescente fiel que se converterá após o arrebatamento, sendo por isso perseguido ferozmente.

Outra idéia errônea, de que alguns crentes menos espirituais ou menos maduros serão deixados para a tribulação, é completamente falsa e cai por terra com apenas uma passagem: "Por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade" (1 Ts 2:11-12). Aqueles que ouviram o evangelho e não creram, não terão uma segunda chance. O próprio Deus fará com que creiam na mentira do diabo. Todos os que fazem parte da Igreja têm o Espírito Santo, e, juntamente com o Espírito, serão tirados da Terra quando Cristo vier. Toda a Igreja será arrebatada; Cristo não deixará um "pedaço" da noiva aqui. Hoje, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não é dEle; nunca creu e não está salvo.

Alguns tentam usar Apocalipse 12 para dizer que a Igreja passará pela tribulação, mas aquele capítulo não fala da Igreja. Esta só aparece até o final do capítulo 3 de Apocalipse, para então só voltar a aparecer no final do livro, nas bodas do Cordeiro. Nesse meio tempo Deus estará tratando com Israel. A "mulher" é Israel e o "varão" é Cristo, Aquele que há de reger com vara de ferro e que foi arrebatado para Deus, para o Seu trono (Ap 12:5).

M. Persona

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Quando Será o Fim do Mundo?

Volta e meia nós ouvimos alguém gritar: O fim do mundo chegou! Na verdade, basta um cataclisma acontecer ou uma tragédia vir sobre parte da humanidade que muitos começam a advogar de que o mundo está prestes a acabar.

Foi assim com os Testemunhas de Jeová que anunciaram o fim do mundo para 1914; ou como os ”Borboletas Azuis“ de Campina Grande, na Paraíba que previram um dilúvio que marcaria o fim do mundo para 13 de maio de 1980; ou ainda como ocorreu no Japão onde um grupo responsável por um atentado no metrô de Tóquio previa o fim do planeta para 15 de abril de 1995.

A preocupação com fim o do mundo é coisa antiga. No reveillon de 999 muitos europeus aguardavam o apocalipse. A crença no fim do mundo no ano 1000 vinha de uma interpretação literal de um dos textos bíblicos, o Apocalipse de João. Ali se lê que ‘depois de se consumirem mil anos, Satanás seria solto da prisão“ para ”seduzir as nações do mundo". Ora, bastou na época o surgimento de um eclipse, de um incêndio inexplicável, de pragas agrícolas, do nascimento de um bebê monstruoso, da passagem de um cometa no céu, do relato da aparição de uma baleia do tamanho de uma ilha na costa francesa, da grande epidemia de 997, para que se interpretasse a proximidade do fim do mundo.

Há pouco a indústria cinemátográfica lançou no cenário mundial o filme 2012. A película baseia-se na crença Maia de que o mundo iria acabar em 2012. A teoria "maiana" revela que o fim da terra começa com o alinhamento planetário e uma inversão dos pólos da terra após um grande tsunami. Após isto o caos se instala e o planeta terra começa a se tornar inabitável.

Pois é, a Bíblia nos ensina a ficarmos de olho nos sinais que antecedem a volta de Cristo, no entanto, existe uma enorme diferença entre observar o que acontece em nosso planeta e determinar o fim de todas as coisas.

Cristo nos chamou a pregar o Evangelho da Salvação Eterna e não nos tornarmos detetives miticulosos tentando descobrir o dia final do planeta.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Tem gente que se transformou em caçadores dos códigos esquecidos ou escondidos na Bíblia que apontam o data do fim do mundo. Infelizmente já teve até gente marcando a data da volta de Cristo! Ora, pessoas que agem desta forma correm o sério risco de tornar-se participantes ou dissiminadores de heresias destruidores provinientes de seitas infernais.

Somente o Senhor Todo-poderoso sabe quando será o dia final. Cabe a nós, vivermos o Evangelho, multiplicarmos nossos talentos, pregarmos as Boas Novas da Salvação aguardando com santa expectativa a volta do Senhor.

Autor : Pr. Renato Vargens

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Isaías 21.7 prediz a vinda de Maomé?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Alguns comentaristas mu­çulmanos consideram Jesus como sendo o que vem montado em "jumentos", e Maomé, a quem consideram aquele que suplantou a Jesus, montado em "camelos".

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Tal es­peculação não tem qualquer base, seja no texto ou no contexto. Essa passagem está falando da queda de Babilônia (v. 9) e as notícias dessa queda que se espalha­riam através de vários meios, isto é, através dos que mon­tavam cavalos, jumentos e camelos. Não existe aqui ab­solutamente nada a respeito do profeta Maomé.

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A referência a Jesus como "Deus forte" em Isaías 9.6 indica que Jesus é um Deus menor do que Deus o Pai?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Testemunhas de Jeová concordam que Jesus é o "Deus forte", conforme Isaías 9.6 indica, mas dizem que Ele não é Deus Todo-Podero­so como é Jeová. O fato de referir-se a Jesus como sendo o "Deus forte" indica que Ele é um Deus menor do que o Pai? (Reasoning from the Scriptures, 1989, 413, pág.14).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O po­sicionamento tolo da Torre de Vigia é evidenciado de uma só vez pelo fato de Jeová ser chamado de "Deus forte" no capítulo seguinte de Isaías (10.21).Tanto Jeová como Jesus sendo chamados de "Deus forte" no mesmo livro e dentro da mesma seção demonstra a igualdade dos dois.

Uma boa referência cruzada é Isaías 40.3, onde Jesus é profeticamente chamado tanto de "Deus forte" (Elohim) e Jeová (Yahweh): "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor [Yahweh]; endireitai no ermo ve­reda a nosso Deus [Elohim]" (confira Jo 1.23). Jesus cla­ramente não é um Deus menor do que o Pai.

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Isaías 9.6 indica que o Filho de Deus é também Deus, o Pai, mostrando assim que a doutrina da Trindade é falsa, como acreditam os adeptos da seita Unidade Pentecostal?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A doutrina cristã ortodoxa mantém a respeito da Trindade a idéia de que Deus é um único Deus formado por três pessoas — o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Contudo, Isaías 9.6 chama o Messias de "Pai da eternidade". Como é que Jesus é ca­paz de ser simultaneamente o Pai e o Filho? Os adeptos da Unidade Pentecostal freqüentemente citam esse ver­so na tentativa de provar que o Filho de Deus é também Deus o Pai, e dessa maneira tentar contradizer a doutri­na da Trindade (Sabin, veja Boyd, 1992, 32).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: É im­portante compreender que as Escrituras interpretam as Escrituras. O Pai é considerado por Jesus, mais de 200 vezes no Novo Testamento, como uma outra pes­soa que não Ele mesmo. Mais de 50 vezes no Novo Testamento, o Pai e o Filho são vistos como pessoas distintas dentro do mesmo verso (veja Rm 15.6; 2 Co 1.3,4; Gl 1.3; Fp 2.10,11; 1 Jo 2.1 e 2 Jo 3). Uma vez que a Palavra de Deus não se contradiz, esses fatos devem ser mantidos em mente quando se interpreta Isaías 9.6.

Em segundo lugar, a frase em questão "Pai da eterni­dade", referindo-se a Jesus, pode significar várias coisas:

Alguns acreditam que a frase é utilizada aqui em con­cordância com o pensamento hebraico que diz que aquele que possui algo é o pai disso. Por exemplo, ser o pai do saber significa ser "inteligente", e ser o pai da glória sig­nifica ser "glorioso". De acordo com esse procedimento habitual, o significado de ser o Pai da eternidade em Isaías 9.6 é ser "eterno". Cristo como "Pai da eternida­de" é um ser eterno.

Uma outra visão sugere que a primeira parte do ver­so 6 refere-se à encarnação de Jesus. A parte que lista os nomes pelos quais Ele é chamado expressa o seu relaci­onamento com o seu povo. Ele é para nós o Maravilho­so, o Conselheiro, o Deus forte, o Pai da eternidade e o Príncipe da paz.

Nesse sentido da palavra Pai, Jesus é o provedor da vida eterna. Por sua morte, sepultamento e ressurreição, Ele trouxe à luz a vida e a imortalidade (2 Tm 1.10). Verdadeiramente Ele é o Pai ou provedor da eternidade para o seu povo.

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Uma pessoa deve desviar-se da ra­zão para ser verdadeiramente espiritual, conforme alguns ensinadores da seita Palavra da Fé parecem sugerir? Isaías 1.18

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Alguns ensinadores da sei­ta Palavra da Fé minimizam o papel desempenhado pela razão na vida cristã (Hagin, 1966, 27).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Em Isaías 1.18 Deus nos convida: "Vinde, então, e argui-me". É obvio que o próprio Deus pensa que arguir é importan­te para o cristão. O termo hebraico utilizado para "ar­güir" (yakah) nesse verso é um termo legal que foi utili­zado em contextos nos quais havia um caso sendo arguido em um tribunal, ou fornecendo evidências convin­centes para o caso de alguém. O termo traz consigo os significados de "decidir", "julgar" e "provar". A utiliza­ção desse termo é um forte argumento, contrário à idéia de que o povo de Deus deveria desviar-se da razão.

Além disso, Deus criou o homem à sua própria ima­gem (Gn 1.26,27) — o que certamente incluiu a capa­cidade de argüir (Mc 12.30). Deus reivindica que o ho­mem utilize a razão da qual foi dotado, conforme o con­texto de Isaías 1. Veja a discussão acerca de Marcos 12.30 como uma discussão completa a respeito da importância do ato de arguir.

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Estudo Pessoal sobre o Sábado - Ex-Pastor Adventista Greg Taylor


Estudo Pessoal sobre o Sábado por Greg Taylor (Ex-Pastor Adventista). Para ler seu Testemunho clique aqui.

A NOSSA JORNADA BÍBLICA

Para começar, Paula e eu [Greg] separamos matérias relacionadas com nosso estudo. Nós tínhamos as edições originais que eram de nosso interesse. Portanto, nós tentamos fazer nosso próprio estudo e não nos influenciarmos por conclusões de outros. Eu levarei você ao caminho que percorri.

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