Quando os ímpios forem exterminados, eles serão aniquilados? Salmo 37:9, 34

PROBLEMA: O salmista afirma que "os malfeitores serão exterminados". Em outros textos (Sl 73:27; Pv 21:28) é dito que eles perecerão (veja os comentários de 2 Tessalonicenses 1:9). Mas esse extermínio, para sempre, significa que eles serão aniquilados?

SOLUÇÃO: Ser "exterminado" não significa ser aniquilado. Se assim fosse, então o Messias teria sido aniquilado quando morreu, já que a mesma palavra (karath) é empregada no caso da morte dele (Dn 9:26). Mas sabemos que Cristo não foi aniquilado, e que ele vive para todo o sempre, depois de sua morte (cf. Ap 1:18; veja também os comentários de 2 Tessalonicenses 1:9).

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Norman Geisler - Thomas Howe.

7 comentários:

Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará!!! disse...

Perecer e aniquilar são sinônimos, pois isso pode ser observado em qualquer dicionário comum. Aquele que entende o significado de perecer, entende o porquê de Jesus ter se entregue por nós e também o que está escrito em João 3:16.

Rafael

Observatório Pessoal disse...

Rapaz... a explicação das passagens usando Cristo (em comparação com os malfeitores)como exemplo é impróprio demais... que isso....

Observatório Pessoal disse...

A noção de um “inferno” de fogo eterno para castigar os maus está intimamente associada à teoria da imortalidade
natural da alma. Já no Jardim do Éden, Satanás, na forma de uma serpente, disse a Eva que ela e Adão não morreriam
(Gn 3:4; Ap 12:9). Entre os antigos pagãos havia noções de um outro mundo no qual os espíritos dos mortos viviam
conscientes. Essa crença, somada à noção de que entre os seres humanos existem pessoas boas e pessoas más que
não podem conviver para sempre juntas, levou antigos judeus e cristãos a crerem que, além do paraíso para os bons,
existe também um inferno para os maus.
Muitos eruditos criam que a noção de um inferno de tormento para os ímpios derivara do pensamento persa. Mas em
meados do século 20 essa teoria já havia perdido muito de sua força, diante das novas investigações que enfatizavam a
influência grega sobre os escritos apocalípticos judaicos do 2.
o
a.C. Tal ênfase parece correta, pois na literatura greco-clássica aparecem alusões a um lugar de tormento para os maus.
Por exemplo, a famosa Odisséia de Homero (rapsódia 11) descreve uma pretensa viagem de Ulisses à região inferior do
Hades, onde mantém diálogo com a alma de vários mortos que sofriam pelos maus atos deles. Também Platão, em sua
obra A República, alega que “a nossa alma é imortal e nunca perece”.
século
Por contraste, o Antigo Testamento afirma que o ser humano é uma alma mortal (ver Gn 2:7; Ez 18:20); que ele
permanece em estado de completa inconsciência na morte (ver Sl 6:5; 115:17; Ec 3:19 e 20; 9:5 e 10); e que os ímpios
serão aniquilados no juízo final (ver Ml 4:1). Mas tais ensinamentos bíblicos não
conseguiram impedir que o judaísmo do 2.
o
Já nos apócrifos judaicos transparecem as noções de uma espécie de purgatório (Sabedoria 3:1-9) e de orações pelos
mortos (II Macabeus 12:42-46). Mas o pseudepígrafo judaico de I Enoque (103:7) assevera explicitamente: “Vocês
mesmos sabem que eles [os pecadores] trarão as almas de vocês à região inferior do Sheol; e eles experimentarão o
mal e grande tribulação – em trevas, redes e chamas ardentes.” Também o livro de IV Enoque (4:41) fala que “no Hades
as câmaras das almas são como o útero”. A idéia básica sugerida é a de uma alma imortal que sobrevive
conscientemente à morte do corpo.
século a.C. começasse a absorver gradativamente as teorias gregas da
imortalidade natural da alma e de um lugar de tormento onde já se encontram as almas dos ímpios mortos. Esse lugar de
tormento era normalmente denominado pelos termos Hades e Sheol.
O Novo Testamento, por sua vez, fala acerca da morte como um sono (ver Jo 11:11-14; I Co 15:6, 18, 20 e 51; I Ts
4:13-15; II Pe 3:4) e da ressurreição como a única esperança de vida eterna (ver Jo 5:28 e 29; I Co 15:1-58; I Ts
4:13-18). Mas o cristianismo pós-apostólico também não conseguiu resistir por muito tempo à tentação paganizadora da
cultura greco-romana, e passou a incorporar as teorias da imortalidade natural da alma e de um inferno de tormento já
presente. Uma das mais importantes exposições medievais do assunto aparece em A Divina Comédia, de Dante
Alighieri, cujo conteúdo está dividido em “Inferno”, “Purgatório” e “Paraíso”.
Além de conflitar com os ensinos do Antigo e do Novo Testamento, a teoria de um inferno eterno também conspira
contra a justiça e o poder de Deus. Por que uma criança impenitente, que viveu apenas doze anos, deveria ser punida
nas chamas infernais por toda a eternidade? Não seria essa uma pena desproporcional e injusta (ver Ap 20:11-13)? Se o
mal teve um início, mas não terá fim, não significa isso que Deus é incapaz de erradicá-lo, a fim de conduzir o Universo à
sua perfeição original? Cremos, portanto, que a teoria de um tormento eterno no inferno é antibíblica e conflitante com o
caráter justo e misericordioso de Deus.

Observatório Pessoal disse...

Isso que estou postando não significa dizer que creio no 'aniquilacionismo', pois entendemos (sou adventista) que todos serão julgados segundo suas obras Apo. 20:12 na proporção de sua impiedade Luc 12:47,48.

Observatório Pessoal disse...

Apesar das acusações (como seita etc...) espero em Cristo que o mesmo lhes abençoe ricamente em tudo!

Thiago Carvalho disse...

distoçe a palavra de Deus é uma seita e pronto!

Thiago Carvalho disse...

distoçe a palavra de Deus é uma seita e pronto!

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